Assista à entrevista com Severino Filho, o Buim, sobre seu acervo de itens de Seleção
Autógrafos de campeão mundial como Garrincha, ingressos históricos e camisas das conquistas da Seleção marcam torcedores e são utilizados como uma forma de reviver a história. Esses são apenas alguns itens que o jornalista e historiador piauiense Severino Filho, o Buim, reúne em um acervo com mais de mil peças que contam por si só e relembram os grandes feitos da seleção brasileira em Copas do Mundo.
Autor de uma das biografias de Pelé, Buim guarda, em sua casa, localizada em Teresina, lembranças que traduzem a grandiosidade da Seleção na história do futebol mundial. Entre as camisas das conquistas de quatro das cinco Copas, o jornalista guarda em seu acervo um item que considera o mais valioso de todos: o autógrafo de Garrincha, bicampeão com o Brasil.
Severino Filho, o Buim, jornalista esportivo, com autógrafo dado a ele por Garrincha
Julio Costa/Topázio Figueiredo
+ Simulador da Copa do Mundo 2026: arrisque resultados e leve o Brasil ao hexa
+ Prateleiras de supermercados e hortifrutis viralizam com decorações para Copa; veja
– Eu considero o autógrafo do Garrincha a peça mais valiosa, pelo ícone que foi, pela simplicidade com que ele jogava, pela alegria que proporcionava. Uma única vez eu pude ter essa oportunidade e aproveitei para colher dois autógrafos. Então, acho que é a peça mais valiosa; eu considero o autógrafo do Mané Garrincha – declarou Buim.
Autógrafo de Garrincha a Buim
Initial plugin text
Autógrafo de Garrinha para Buim ao lado de livro sobre a Copa do Mundo
Topázio Figueiredo
O início da construção de uma história
Além do autógrafo de Garrincha e das camisas dos títulos de 1958, 1962, 1970 e 1994, Buim guarda em seu acervo outros registros que marcaram a história da Seleção, como o fatídico 7 a 1, na semifinal de 2014, contra a Alemanha. A paixão pelo futebol, combinada com a vontade de contar histórias e guardar memórias, levou o jornalista a montar um acervo.
Ingressos da Copa do Mundo de 2014 no acervo de Severino Filho, o Buim
Topázio Figueiredo
A ideia vem de família, iniciada por seu irmão, Gomes de Oliveira, o “Galego”, que também possuía um acervo. Buim explicou como iniciou a coleção dos itens da Seleção e como cada um foi ganhando espaço em sua casa.
Quadros com atletas da seleção brasileira em 1970
Topázio Figueiredo
– A inspiração foi meu irmão mais velho, Gomes de Oliveira, o “Galego”, que também tinha um acervo, colecionava, e aquilo eu achava muito bonito; foi a inspiração que surgiu em mim para fazer um trabalho semelhante. Depois, eu ganhei o acervo dele, ganhei muita coisa do Carlos Said, de outros colegas. E o certo é que hoje eu tenho um acervo que realmente é muito bom para a memória do esporte – contou.
Quadro com foto da seleção brasileira na Copa do México, em 1970
Topázio Figueiredo
– Enfim, quando nós começamos a mostrar que fazemos um trabalho buscando a memória, as coisas vão ficando mais fáceis, porque as pessoas também se sensibilizam com a história do país. E isso, no futebol, que faz parte da cultura do brasileiro, também é muito importante – continuou o jornalista.
Camisas da seleção brasileira no acervo de Severino Filho, o Buim
Topázio Figueiredo
Guia com Brasil na Copa de 1962 no acervo de Severino Filho, o Buim
Topázio Figueiredo
Autor de 17 livros, sendo um deles uma biografia de Pelé, Buim ainda comentou o significado de cada material presente em seu acervo. De acordo com ele, guardar todos esses itens é uma forma de contar histórias, relembrar o passado e compartilhar estas conquistas com os torcedores mais novos.
Recordação da Copa do Mundo de 1974 na Alemanha Ocidental
Topázio Figueiredo
Autógrafo de Luís Pereira, ex-zagueiro da seleção brasileira, para Buim
Topázio Figueiredo
– Eu, sinceramente, fico até envaidecido e muito feliz por entender que, de alguma forma, estou contribuindo com a memória do esporte no país, de modo que acredito ser importante esse compartilhamento. Não vejo sentido em reunir todo esse material e mantê-lo dentro de quatro paredes; não estaria trabalhando para a memória se assim o fizesse – apontou Buim.
+ 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google
Ingresso de Brasil e Argentina em 1970 no acervo de Severino Filho, o Buim
Topázio Figueiredo
Cartões de Carlos Simon e Raphael Clauss doados a Severino Filho, o Buim
Topázio Figueiredo
– Eu vejo que é necessário compartilhar e deixar para outras gerações. Até porque há uma geração mais nova que não teve acesso, não conheceu, não sabe o valor que têm certos jogadores, certas seleções, certas situações dentro da história e, quando é possível compartilhar, mostrar, deixar alguma coisa, acredito que todos nós deveríamos fazer isso – completou.
Estudo técnico sobre a Copa de 1970 enviado a Severino Filho, o Buim
Topázio Figueiredo
Copa e título da Seleção que ficaram marcados na memória
Entre tantas Copas assistidas e títulos conquistados, Buim relembrou o título que mais marcou sua vida. Para ele, o de 1970 ficou guardado em sua memória, pois acompanhou um marco na comunicação: foi a primeira Copa do Mundo a ser transmitida ao vivo no Brasil.
Registros da seleção brasileira no acervo de Severino Filho, o Buim
Topázio Figueiredo
– Foi a de 70 (a mais marcante), porque foi a primeira com a televisão em si, o aparelho, que era uma novidade para todos nós; inclusive, na minha casa também era uma novidade. A televisão foi comprada um mês antes da Copa do Mundo e foi a primeira Copa transmitida ao vivo para o Brasil, e eu comecei a acompanhar – pontuou Buim.
Quadros de Pelé e Wilson Piazza, ex-jogadores da seleção brasileira
Topázio Figueiredo
Quadro de Wilson Piazza, ex-jogador da seleção brasileira
Topázio Figueiredo
– Tive a sorte de a Copa ser uma competição em que o Brasil brilhou, com Pelé fazendo um excelente campeonato, de forma que tudo isso foi marcante e, com apenas nove anos de idade, ficou gravado, como se fosse em bronze – completou.
Quadro de Tostão, jogador da seleção brasileira
Topázio Figueiredo
+ Éderson chega à concentração da seleção brasileira nos Estados Unidos
+ Neymar passa por exames, e CBF fala em “boa evolução” na recuperação de lesão; veja
Expectativas para a Copa do Mundo de 2026
Severino Filho, o Buim, jornalista esportivo
Julio Costa
Em clima de Copa do Mundo e com a estreia do Brasil iminente, Buim comentou o que espera da Seleção neste Mundial. Assim como em 1994, quando conquistou o tetracampeonato após passar 24 anos sem vencer uma Copa, o Brasil entrará em campo pelo torneio com a esperança de novamente quebrar esse jejum. O jornalista revelou que está confiante na conquista, especialmente pela presença do técnico Carlo Ancelotti.
Coleção de bolas de edições de Copa do Mundo no acervo de Severino Filho, o Buim
Topázio Figueiredo
Além disso, destacou dois nomes que chamam atenção e que podem desequilibrar os adversários. Para Buim, Vinícius Jr., por sua experiência e por já ter disputado uma Copa do Mundo, e Endrick, pela personalidade, são os atletas que devem fazer a diferença na competição.
Autógrafo de Garrinha para Buim
Topázio Figueiredo
Camisa da seleção brasileira antes do tetracampeonato mundial
Topázio Figueiredo
Camisa de treino da seleção brasileira autografada por Dunga, campeão do mundo em 1994
Topázio Figueiredo
– Eu estou muito mais esperançoso e confiante em face do técnico que hoje comanda a seleção brasileira. Qualquer treinador teria praticamente os mesmos jogadores, pelo menos uns 15 que estão ali; eles estariam na seleção de qualquer treinador. Então, acho que o diferencial é o técnico que temos hoje. E, por isso, estou confiando plenamente de que possamos conquistar o título – revelou o jornalista.
– Eu destaco dois jogadores: um, pela experiência, que é o Vinícius Júnior, pela qualidade e pela experiência de ter uma Copa do Mundo; e o Endrick, que, para mim, demonstra muita personalidade. Acredito que são dois jogadores que podem, de fato, desequilibrar – completou.
Relembre último jogo do Brasil
Brasil 2 x 1 Egito | Gols | Amistoso internacional 2026
Após amistosos contra Panamá e Egito, a seleção brasileira do técnico Carlo Ancelotti realiza sua preparação nos Estados Unidos. O Brasil está no Grupo C da Copa do Mundo de 2026, ao lado de Marrocos, Escócia e Haiti. A estreia da equipe está marcada para este sábado, dia 13 de junho, contra os marroquinos, também às 19h, em Nova Jersey.
Brasil x Marrocos
📅 Data: 13 de junho (sábado);
⏰ Horário: 19h;
🏟️ Local: no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
Initial plugin text



